Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD

Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD, eleito com mais de 60 por cento dos votos dos militantes, a quem fez um apelo à unidade do partido, tom que marcou também as intervenções dos candidatos derrotados.

 

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Candidato a líder nacional abre campanha em sessão de esclarecimento em Vila Verde

 

A grave crise social e económica, numa altura em que o governo se encontra extremamente fragilizado, levou o País para uma situação insustentável. É, por isso, que o eurodeputado Paulo Rangel considera que não pode virar a cara ao desafio para assumir uma candidatura à liderança do PSD, numa corrida que conta com ainda com as candidaturas Pedro Passos Coelho e José Pedro Aguiar Branco.

Numa sessão de esclarecimento do Partido Social Democrata em Vila Verde, Paulo Rangel – com o eurodeputado José Manuel Fernandes na linha da frente no apoio à sua candidatura – explicou a importância de provocar “a ruptura”, de forma a libertar as gerações futuras dos efeitos devastadores dos últimos 15 anos de governação socialista, sob a liderança de José Sócrates.

Quanto ao presente, esse já está hipotecado pela actual situação de endividamento excessivo e fragilidade económico-social do país, com repercussões extremamente negativas na sociedade portuguesa, como é o caso “do desemprego, do agravamento da pobreza, da situação dos pensionistas e da deterioração da qualidade de vida da classe média”. Situação que “o Entre Douro e Minho sente e conhece melhor que qualquer outra zona do País”, como reconheceu o eurodeputado socialdemocrata.

“Não é aceitável q ue as gerações futuras estejam hipotecadas e absolutamente servas de uma dívida feita por outros de forma irresponsável. Hoje, se olharmos para as perspectivas de Portugal num espaço de 20 anos, as soluções que nos restam são duas: ou ficar cá e ser escravos da dívida portuguesa, trabalhando para pagar as dívidas do que se fez nestes 15 anos. Ou, em alternativa, emigrar”, alertou Paulo Rangel.

No auditório completamente cheio na Escola Profissional Amar Terra Verde, Rangel – que encabeçou a candidatura que venceu as últimas eleições europeias – precisou ainda que, entre os portugueses que optarem por sair do País, “os que são de classes altas vão estudar para as universidades estrangeiras e ser cidadãos do Mundo Global”.

Em contrapartida, quem for de estratos sociais mais baixos “vai trabalhar na construção civil ou na restauração, mas vai com certeza viver lá fora, para não ter de pagar a dívida que outros fizeram aqui irresponsavelmente”, como frisou Paulo Rangel, que recebeu em Vila Verde o apoio do deputado nacional Miguel Macedo, numa sessão em que marcaram presença figuras de vários pontos do distrito, a par dos líderes concelhios de Vila Verde, liderados por António Vilela.

Como estratégia de governação, Paulo Rangel explicou que “a nossa gigantesca tarefa é libertar o futuro. Isto é: devolver às gerações futuras (de 2020, 2030, 2040) a liberdade de serem senhoras do seu destino e poderem viver e construir num país com progresso económico, equidade social e que premeia quem trabalha e se esforça”.

“Não há horizontes no nosso país para criar empresas, emprego, dinamismo, esperança, empreendedorismo, valor económico”, protestou o candidato à liderança do PSD, face a um governo socialista “desautorizado, sistematicamente envolvido em suspeição, sem capacidade de ser motor para enfrentar esta situação tão difícil”.

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